


Como seria comer sem poder enxergar aquilo que se leva à boca? Foi isso o que fui descobrir ontem no Jantar às Escuras Black Label Unsenn, no Bistrô Charlô em São Paulo. O evento, feito por uma marca de uisque, já aconteceu em Nova York e agora chega a São Paulo. A idéia é que as pessoas experimentem a sensação de comer vendadas. Como foi? Foi estranho, bem estranho. Primeiro porque na mesa está a sua espera, além da venda, uma espécie de super babador negro --claro, ninguém quer sair dali com a roupa suja. Mas o mais surpreendente é o que você sente quando a visão se extingue. Eu me calei. E boa parte das pessoas fizeram o mesmo. Vira uma grande solidão. Depois, se seguem os pratos. Daí você descobre que tem que usar as mãos --porque a noção de espaço inexiste. E os sabores? Fica bem mais dificil desvendar os sabores. Camarão? Peixe? O que seria aquilo? Foram três pratos e uma sobremesa. Não consegui identificar boa parte dos sabores mas meu babador saiu ileso. E também não consegui recobrar a vontade de falar com a mesma rapidez que meus olhos voltaram a enxergar. Acho, aliás, que ainda continuo com aquela sensação de que algo estranho aconteceu... (Ana Holanda)

A escola de samba de São Paulo, Rosas de Ouro, teve uma iniciativa que achamos, no minimo, interessante, por aqui. O samba enredo da escola, "Rosaessencia - o eterno aroma" irá contar a história do perfume desde a antiguidade. E promete entrar na avenida espalhando uma suave fragrância de rosas no público do sambódromo. A fragrância foi produzida com exclusividade para o desfile, que acontece nesta sexta, dia 01/02. Veja um pedacinho do samba-enredo:
Perfume de rosas no ar/paixão que faz sonhar/é rosaessencia um "q" de magia/alquimia.
(Ana Holanda)

"Uma viagem não precisa de motivos. Não leva muito tempo para mostrar que ela se basta por si só. Acreditamos que faremos uma viagem, mas logo a viagem é que nos faz, ou nos desfaz". A frase ao lado é do fotógrafo suiço Nicolas Bouvier (1929-1998). Eu adoro esta frase. Ela está presa, ao alcance dos meus olhos, na baia onde trabalho. E neste final de ano, pensei muito nela. Viajei para a Bahia, para um daqueles lugares lindos, em que a vista se perde na paisagem. Durante todo o trajeto, eu me desfiz para, depois, me refazer. Me deixei desfazer a cada por do sol, a cada mergulho no mar, a cada caminhada na areia. E precisei me refazer na hora de voltar para a rotina. Só que dessa vez mais leve, mais tranquila e cheia, cheia de histórias. É a viagem nos faz, nos desfaz e nos transforma. (Ana Holanda)
PS: essa rota foi feita com uma companheira de viagem das melhores... uma amiga especial e eu espero que a gente ainda faça muitas, mas muitas viagens juntas. E que possa ter sempre boas histórias para contar e risadas para dar. Obrigada por ter sido uma boa companhia.

Essa foto aí do lado foi enviada pra nós pela leitora Fátima Ricci. O pé frondoso é um manacá e a moça ao lado é a filha de Fátima, Adriana, que, aliás, é leitora de Bons Fluidos. Fátima nos escreveu pela primeira vez quando leu uma matéria em Bons Fluidos sobre jardins e ervas. Daí ela contou sobre o manacá de seu jardim e a conversa aconteceu. Obrigada, Fátima. Suas palavras e suas imagens são sempre bem vindas por aqui.


Quer dar um mimo diferente neste Natal? Uma idéia é presentear um amigo ou parente com um mapa astral. Para encomendar um é preciso apenas saber a data completa de nascimento (dia, mês e ano), horário e cidade. Pronto! A astróloga Silvia Bacci, por exemplo, prepara este tipo de presente. Ela garante que o mimo faz sucesso!
Silvia Bacci: bacci@uol.com.br

Tem sapato sobrando em casa? Então, que tal doar. Um bom caminho para isso é aproveitar a campanha de doações que a Casa Eurico (loja de sapatos de São Paulo, especializada em tamanhos grandes) está fazendo. Os acessórios serão doados para a União Brasileiro Israelita de Bem-estar Social, Unibes, e, posteriormente, vendidos em bazares da instituição.
De qualquer forma, vale saber que ficar com objetos, roupas, sapatos que você não usa não é nada bom. Pelo menos é o que preconiza o feng shui. Então, deixe a energia fluir em sua casa e de quebra faça uma ação bacana. Doe aquele sapato sem uso há tempos. (Ana Holanda)
Onde doar - Casa Eurico: rua Oscar Freire, 550, Jardins. tel 11 3061-3050.


A imagem da caneca de cerâmica ao lado é real. O lugar fica em Londres. A obra é da artista plástica Alice Mara. Ela tem como hábito fotografar cenas urbanas de Londres, onde mora: são pontes, fachadas de casas, prédios, ruas, gente indo e vindo. Depois, ela trata essas imagens no computador e as transporta para a cerâmica. Daí surgem pratos, xícaras, bules. Tudo bem criativo, diferente e colorido. A idéia de Alice é bem interessante. E serve para mostrar que dá para fazer coisas bem bacanas como idéias aparentemente simples. A paisagem urbana, afinal, está na sua frente todos os dias. O que faz algo tão corriqueiro se transformar numa boa idéia? O olhar que damos ao mundo ao nosso redor. Experimente! E as idéias, com certeza, virão. Para conhecer mais sobre o trabalho da ceramista Alice Mara: www.alicemara.com (Ana Holanda)

No período da décima segunda lua cheia do ano, os tailandesas realizam o festival do Loi Krathong ou da Boa Sorte. O ritual nasceu há sete séculos no antigo reino de Siam, na cidade de Sukhotai. Loi significa flutuar e krathong são cestas de folhas de bananeiras e flores, velas e incensos. A idéia é jogar estas oferendas em lagos e córregos em homenagem ao deus Phra Mae Kanglia e assim agradecer pelo uso da água. Pois bem, em novembro, de 21 a 25, o restaurante Thai Gardens, em São Paulo, realiza o tal festival. O cardápio é de comida tailandesa, claro. E será possível colocar oferendas no espelho de água do lugar. O Thai Gardens fica na avenida nove de julho, 5871, Itaim bibi, São Paulo, SP.

Ontem, o violoncelista Antonio Meneses tocou no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. O que tenho a dizer é: fique de olho neste nome. Quando ouvir que este músico vai se apresentar na sua cidade, vá. É uma experiência emocionante, no sentido da palavra. Ouvi Meneses há uns dois anos, no Teatro Municipal de São Paulo. Ele toca divinamente. Fecha os olhos e sente a música, enquanto parece acariciar o violoncelo. Em alguns momentos, não me contive e chorei, aproveitando o escurinho da sala. Nunca me esqueci. Vale saber que Antonio Meneses é pernambucano, de Recife. Hoje, mora na Suiça, se apresenta mundo afora e é professor de violoncelo do Conservatório de Berna, na Suiça. Ah, claro, é considerado um dos melhores do mundo. Para saber mais, entre no site: www.antoniomeneses.com (Ana Holanda)

Hoje, vindo para o trabalho, ouvi a música Líder dos Templários. É uma homenagem a São Jorge, feita por vários Jorges: Jorge Ben Jor, Jorge Aragão, Jorge Vercilo e Jorge Mautner. É daquelas músicas que grudam e ficam ressoando na cabeça. Não conhece? Então faça uma busca no You Tube (www.youtube.com). Lá você encontra algumas versões. Serve como um aperitivo. Mas o mais bacana é perceber o quanto existem devotos deste santo, Jorge, por aqui. Na Bons Fluidos, fizemos uma matéria há pouco tempo sobre ele. Dê uma olhada, se ficar curioso - Para Abrir Caminhos, acredite na força dos guerreiros: http://bonsfluidos.abril.com.br/livre/edicoes/0099/07/07.shtml
Enquanto isso, fique com o refrão de Líder dos Templários:
Tem fé que Jorge é de ajudar / A todo brasileiro guerreiro / São Jorge cavaleiro da flor / São Jorge protetor, protetor, protetor
Você é devoto de São Jorge? Conte pra gente. (Ana Holanda)

Há quatro anos, entrevistei o pianista João Carlos Martins. Para quem não sabe, ele é um dos grandes pianistas brasileiros. Só que se aposentou porque, ao longo da vida, sofreu dois acidentes com as mãos que fizeram com que ficasse sem os movimentos de quase todos os dedos. Daí ele investiu, nestes últimos tempos, na tarefa de regente.
Na entrevista que fiz com João Carlos Martins, ele me contou algo que nunca esqueci. Ele me disse que, em seus sonhos, ele ainda tocava seu piano. Esta semana, fiquei bem feliz --e emocionada também-- quando vi, pela tevê, João Carlos tocando. Pois é... ele fez alguns concertos, tocando seu piano com apenas 3 dedos. É, João, sonho que é sonho vira realidade quando a gente acredita. (Ana Holanda)


As fotos da viagem de férias, do casamento, do aniversário (digitais ou em papel) costumam ficar a espera de um dia, quem sabe, serem arrumadas, organizadas em um álbum. Pensando na falta de tempo alheia e com talento de sobra, a designer carioca Patrícia Fernandes oferece este serviço. Isso mesmo. Ela organiza suas fotos de um jeito criativo, sem perder a delicadeza. Quer dar uma olhada no trabalho dela? Entre no blog da Patrícia: http://picdesign.blogspot.com/ (Ana Holanda)
O Dia Mundial Sem Carro se foi e eu tentei... tentei um dia sem carro. Vale saber que moro num bairro distante em São Paulo. Isso nunca foi problema até que eu descobri que morar longe da região central também representa pouco acesso ao transporte coletivo; sem metrô e poucas linhas de onibus. Minha primeira tentativa foi convencer minha irmã a me dar uma carona (ir até a minha casa e me levar a um compromisso social em comum). E nada. Ela não se convenceu. Eu estava com uma caixa de presente enorme nas mãos e resignada a tentar pegar uns dois ônibus para chegar no meu destino. E devo dizer que desisti. Mas nem tanto. Fui de carro até a casa dos meus pais e de lá segui de carona (isso vale, não?). E depois da experiência das nada receptivas caronas amigas, fiquei sábado a noite em casa. Ok, foi um dia mundial sem carro bem frustrante pra mim. Mas aprendi algumas lições:
1. não dá pra contar com a carona alheia; 2. meu bairro é pessimo para caminhar; 3. poucas pessoas aderiram. O saldo disso é que eu tentei e acho que só a parada para o momento de reflexão já valeu de alguma coisa. Pelo menos pra mim. (Ana Holanda)

Hoje, 21 de setembro, é o Dia da Árvore. Muito se fala sobre sustentabilidade e coisas do gênero. Parei então para pensar na importância que as árvores têm não apenas para a sobrevivência da humanidade mas para a minha sobrevivência (raciocínio bem egoísta, eu sei). A questão é que árvore me remete a infância. Fui criada em São Paulo, em um apartamento, longe da natureza. Mas nas férias, eu viajava para o interior de São Paulo, e passava o verão em um sítio cheio de árvores. Foi lá que eu comi jaboticaba no pé e manga também. E aprendi a subir em árvore. E a cair de seus galhos também. E esta experiência é boa demais. Eu adorava perceber que eu era capaz de escalar aquele tronco enorme e ficava apostando comigo mesma qual o galho mais alto que eu seria capaz de alcançar. As árvores fazem, então, parte da minha vida. E o que desejo hoje é que elas nunca desapareçam... para poder fazer parte das boas memórias -infantis ou bucólicas- da vida de cada um de nós. (Ana Holanda)
Aliás, nosso colaborador, Carlos Solano tem um site inspirador sobre elas, as árvores. Dê uma clicada: www.ummilhaodearvores.org.br

Hoje, 12 de setembro, é a festa do ano novo judaico, Rosh Hashaná. A comemoração do ano 5768 representa uma pausa para a reflexão e simboliza o começo da criação, quando D'us criou o mundo e se instituiu seu rei.
Quer saber mais? www.culturajudaica.org.br

Passei a adolescência, como boa parte das meninas, cultivando cabelos longos, longos. E os fios se mantiveram assim boa parte dos vinte.... Um dia, após um rompimento amoroso desses bem abruptos, daqueles que fazem o coração chorar, decidi cortar a cabeleira. E os mantive curtos por bons cinco anos. Até que um dia, decidi que era hora de deixar crescer. Os fios já estão pelos ombros --eu nem lembrava como eram. Deixar os fios crescerem significa, pra mim, meu tempo maduro. Fiz as pazes comigo, com meu coração. A forma como usamos os cabelos diz muito mais sobre a gente do que imaginamos.Às vezes ficamos resistentes e não queremos mudar de jeito nenhum. Às vezes nos libertamos e cortamos mesmo, sem medo do que pode vir pela frente. E às vezes simplesmente deixamos crescer. (Ana Holanda)


O simpático casal do desenho ao lado foi sucesso nas décadas de 60 e 70. Eram figurinhas com frases de delicadezas do dia a dia. Pois as figurinhas, junto com o álbum, acabam de ser relançadas. A graça é trazer um pouco da infância pra vida da gente e voltar, por alguns instantes, a ser criança. Sem constrangimento.
Amar é.... é um lançamento de editora Deomar: www.deomareditora.com.br

Trazer a beleza da natureza para dentro de casa. Esta é uma das propostas do bonsai, aquelas pequenas árvores cultivadas com paciência oriental. Para quem gosta deste tipo de arranjo, a dica é dar uma espiada no site www.bonsaikai.com.br. É um site especializado em bonsai. Tem fotos, dicas de cultivo e oferece serviços para quem mora em São Paulo. Vai viajar? Eles cuidam da planta pra você. Pragas? Eles resolvem. Há também cursos e várias curiosidades sobre o tema. Vale a espiada.
"Quem mora em São Paulo há muito tempo pode acabar com o olhar neutralizado para algumas coisas pulsantes da cidade". A frase é do cineasta cearense Karim Ainouz. Ele dirigiu filmes como O Céu de Suely e Madame Satã. E agora está a frente de uma série da HBO, que tem nome provisorio de Alice. E, claro, se passa na cidade de São Paulo.
Acho que a frase de Karim cabe muito bem a qualquer outra situação. Muitas vezes neutralizamos nosso olhar diante do cotidiano e não percebemos o quão pulsante nosso dia a dia é. Vale ficar a tento a isso. (Ana Holanda)

Este livro é uma graça. Foi feito sob medida para as crianças e traz explicações simples de algumas posturas de ioga. Tudo bem prático e acessível aos pequenos. Mas eu tenho certeza que os já crescidinhos também vão adorar. O tratamento das ilustrações e a edição deste livro é bacana de ver. (Ana Holanda)
Yoga Para Crianças, de Katia Canton, editora CosacNaify, R$ 42. No site www.cosacnaify.com.br dá para ver uma animação das posturas.
No sábado, fui até uma feira que vende produtos orgânicos: legumes, frutas, verduras. A proposta de produzir sem o uso de agrotóxicos, por si só, já é ecologicamente correto. Só que observei o seguinte: cada banana, tomate ou morango vendido, lá vinha uma sacolinha plástica junto. Talvez ainda demore um tempo, mas acho que precisamos nos acostumar a consumir menos sacolas plásticas. No final, elas vão pro lixo e demoram décadas para degradar. Um idéia que queria plantar aqui é: que tal levar uma sacola de pano ou daquelas de lona para as compras? Assim, você evita tamanho desperdício. E as sacolas de pano podem ser bem charmosas também: com tecidos floridos, coloridos, com detalhes personalizados. Invente e, de quebra, faça sua parte. (Ana Holanda)


Sexta-feira, terminei de ler um livro bem bacana: Rakushisha (A Cabana dos Caquis Caídos, em japonês), de Adriana Lisboa (editora Rocco). O livro conta a história de Haruki, um ilustrador, neto de japoneses que mora no Rio, e Celina, uma artesã carioca. Os dois se conhecem no metrô. Haruki está a caminho do Japão para uma pesquisa de imagem de um livro que irá ilustrar, um livro de Bashô, um percursor do estilo haikai (espécie de poema japonês). E então Haruki convida Celina para ir com ele ao Oriente --e ela aceita. No Japão, eles vão descobrindo mais sobre eles mesmos. A história é recheada de haikais, de sensibilidade e poesia. Um livro para ler com cuidado e delicadeza. Emociona. Veja este trecho em que Haruki fala de Yukiko, a mulher que ele amava, mas cujo amor não era possível porque ela é casada:
"Foi o desenho que a trouxe para perto, mas vindo para perto Yukiko ao mesmo tempo se afastava, tinha sua vida que a puxava para a superfície como uma bóia, e o mergulho, em algum momento, invariavelmente sofria uma reviravolta e se tornava afogamento. Onda que arrebentava e recuava. Mar se esticando e se recolhendo outra vez. Era preciso nadar de volta, recuperar o fôlego. Era preciso estourar outra vez a tensão da água de baixo para cima, inverter o pulo, desdobrá-lo em fuga. Desencorajar o susto. Reparar o status quo. Basicamente isso".
(Ana Holanda)

All we need is love (precisamos de amor). É com essa frase que finalizo a semana. A inspiração é a exposição Summer of Love, em cartaz até 16 de setembro no Whitney Museum of American Art, de Nova York (www.whitney.or) e reúne obras dos anos 60 (como esta da foto) com nomes como Jimi Hendrix e Andy Warhol.
Um final de semana mais amoroso para todos! (Ana Holanda)

Este final de semana, fui assistir ao filme Paris, Te Amo. Foi produzido no ano passado com a seguinte missão: reunir 21 cineastas que mostrassem por meio de imagens seu amor por Paris. Cada curta tem cinco minutos. É tudo muito rápido. Um deles, inclusive, é dos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas. Eu adorei, muito. Há uma tocante sensibilidade nas imagens --tudo bem, nem todos os curtas agradam. Alguns são engraçãdos, outros são bobos e tem aqueles que emocionam. Mas, definitivamente, é um filme que agrada especialmente às mulheres. Então, se puder, vá com a amiga. Percebi que muitos homens se mexiam impacientes na cadeira a espera do definitivo Final. E, por favor, veja Paris, Te Amo, com o silêncio que o filme pede. Algumas mulheres ao meu lado não paravam de falar. Uma pena. Ah, e uma dica: aproveite a noite para fazer um programa temática. Filme francês, jantar francês. É, tudo isso é bem feminino.... (Ana Holanda)
Se você for assistir Paris, Te Amo, me conta o que achou.

Eu adoro bonecas! E falo isso sem a menor vergonha. Não tenho uma porção delas em casa. Mas quando vejo uma vitrine repleta delas, sempre páro para admirar. É meu lado menina, criança, que fala mais alto. E porque não? A vida algumas vezes é dura demais e precisamos de uma certa dose de doçura no dia a dia. Hoje, me encantei especialmente com as fotos da exposição "Barbie Pelo Mundo", em que a boneca --são 101 modelos-- é vestida com diversos trajes típicos: de japonesa (como na foto) à alemã e a bem brasileira também. A exposição acontece de 20 de julho a 11 de agosto, no Senac Lapa, rua Faustolo, 1347, Lapa, São Paulo, SP. tel. 011 2185-9800. A entrada é um quilo de alimento não perecível. (Ana Holanda)
PS: hoje, a capa do caderno Cotidiano do jornal Folha de S.Paulo estava especialmente emocionante. Era branca, com os nomes das vítimas da tragédia do vôo da TAM em negro e o número de mortes em vermelho. Para mim, a tradução disso é o silêncio.... um silêncio cravado de tristeza e choque diante do que aconteceu.
Ontem, 17 de julho, não consegui desgrudar os olhos dos noticiários da tevê. A tragédia sempre nos atrai. Não apenas pela tragédia em si, mas pela onda de tristeza que isso gera. Hoje, sinceramente, não tenho muito o que dizer. Fico aqui no silêncio e desejo a todos que perderam amigos e familiares neste acidente (do avião da TAM) paz e fé --a fé de que a vida continua. (Ana Holanda)

Hoje, recebemos na redação um email daqueles que fazem nosso trabalho valer a pena. A leitora de Salvador, Rosana Bernas, nos escreveu contando que adorou a matéria Saldo Positivo à vista (que está na Bons Fluidos de julho). Rosana não apenas leu a matéria, ela também adotou muitas das nossas dicas. E ouvir isso é muito prazeroso. As palavras tem mesmo este poder, o de reverberar. Aqui seguem algumas das palavras de Rosana:
"Lendo a reportagem Saldo Positivo à Vista da revista de julho me identifiquei de imediato e hoje posso dizer que estou no caminho certo. Comecei a me dar conta que estava tendo muitos gastos superfluos mas não sabia onde meu dinheiro estava sendo gasto e nem exatamente quanto. (...) Estava juntando dinheiro para comprar um carro zero, mas junto com o carro teria que desembolsar para o seguro, emplacamento, proteção de pintura, impermeabilização dos bancos e insufilm e teria que diminuir muito o dinheiro da entrada, mas pude dar todo o dinheiro que tinha guardado para a entrada e paguei as outras coisas justamente com o que economizei."
Hoje, a Rosana está de carro novo. E a gente está numa felicidade danada pela conquista dela. Obrigada, Rosana. Sua história tornou nosso dia mais feliz. (Ana Holanda)

Hoje de manhã, li uma entrevista longa que saiu no Jornal Folha de S. Paulo com o escritor Amós Oz. Ele é o criador do movimento israelense Paz Agora. Aliás, Amós Oz é israelense. Entre seus livros estão E a História Começa (Ediouro) e De Amor e Trevas (Companhia das Letras). A questão é esta entrevista funcionou como uma injeção de ânimo matinal, um doce especial... Algumas formas de arte, como a literatura e a música são de extrema fascinação pra mim. E esta entrevista me tocou. Se puder, leia. Vale a pena. Ou melhor, faz a vida valer bem a pena. (Ana Holanda)
Um trechinho pra você saborear:
"Meu contrato com o leitor é o de sorrir junto. Quero que o leitor seja capaz de sorrir, às vezes por meio das lágrimas. A comédia e a tragédia são duas janelas através das quais vemos a mesma paisagem" - Amós Oz (em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, 04/07/2007)
Está uma chuvinha fina aqui em São Paulo. Fora o vento gelado e o céu nublado. Sabe o que isso lembra? Bolinhos de Chuva. Não sei se isso é coisa de paulista ou não, mas comer bolinhos de chuva nesses dias é realmente especial. E para você, dias de chuva combinam com o quê?
Bolinho de Chuva
Ingredientes: 3 xícaras de farinha de trigo; 2 ovos; 1 xícara de leite; 1 xícara de açúcar; 1 pitada de sal; 3 colheres (chá) de fermento em pó; óleo para fritar.
Como fazer: misture a farinha, os ovos, o leite, o açúcar, o sal e o fermento. Bata até a massa ficar homogênea. Frite os bolinhos pegando a massa com uma colher e empurrando com outra. Eles devem ser pequenos, para não ficar cru por dentro. Depois, polvilhe com açúcar e canela.
Delícia!

Todos os domingos, passeio por um parque que é cheio de árvores (frondosas, altas). Quando termino minha caminhada, adoro me deitar num banco e olha-las por um outro angulo: de baixo para cima. Sempre imagino que bela foto aquilo daria. Essa semana, recebi um material sobre um concurso fotografico que talvez me anime a experimentar alguns cliques dessas árvores. Aliás, você também pode experimentar esta brincadeira. É um ótimo exercício do olhar:
13º Concurso Banco Iaú BBA - as inscrições ficam abertas até 3 de setembro. E distribui 94 mil reais em prêmios (para os 50 autores das melhores fotos). São 3 categorias: Árvore Florida; Natureza Florida; e Plantação Agrícola Florida. www.itaubba.com.br
A belíssima foto ao lado, aliás, é de um dos ganhadores do ano passado, Arnaldo José da Silva.
(Ana Holanda)


Ontem, entrevistei o monge do budismo tibetano Yongey Mingyur Rinpoche. Por aqui, ele é conhecido como o monge da alegria. Existe um motivo pontual para isso: pesquisa feita na Universidade de Harvard mostrou que ele tem um número maior de conexões nos neurotransmissores justamente na área cerebral relacionada a felicidade e a sensação de bem estar. Para Mingyur isso é efeito direto das horas e horas dedicadas a meditação. Das várias coisas que conversei com ele, o que mais me chamou a atenção é que Mingyur chama de felicidade aquele sentimento de equilíbrio diário. Sabe aquele extase que muitos consideram o topo da alegria? Então, pode não ser. É apenas extase mesmo. Enfim, a questão é que saí da entrevista (que você confere na edição de agosto de Bons Fluidos) com uma certeza: "taí, sou uma pessoa bem feliz". Bom, né? (Ana Holanda)
Em tempo: O livro de Mingyur acaba de ser lançado no Brasil. Dê uma conferida. É "A Alegria de Viver" - descobrindo o segredo da felicidade, editora Campus/Elsevier.

Na Bons Fluidos de junho (a que está nas bancas agora) tem uma matéria falando sobre Confiança. Para fazer este texto, entrevistei a psicóloga Lidia Aratangy. Lidia trabalha há algumas décadas com casais --em crise-- e homens ou mulheres que estão desfazendo os laços de afeto. E foi de Lidia que ouvi uma das melhores definições de um relacionamento. Ela me disse que para entrar em um relacionamento precisamos estar inteiros. Sabe aquela história da "metade da laranja"? Bem romântica, né? Só que para estar com alguém a gente precisa entrar na história inteiro, não pela metade. Então, neste 12 de Junho, o que desejo é que cada de um nós se sinta ou se perceba inteiro porque só assim os encontros acontecem. Pode até demorar, mas acontece.... (Ana Holanda)
Ah, aproveite e deixe sua mensagem de amor (por você mesma, pelo outro, pela vida) no Mensagem na Garrafa. Basta clicar na garrafinha que você vê na primeira página de nosso site.



Caminhar e depois praticar ioga. Esta é a proposta do passeio organizado pelo Espaço Girassol (lugar simpático que tem boas massagens e aulas de ioga, na Vila Madalena) na Serra da Cantareira, dia 16 de junho, um sábado. O local é cercado por mata e pequenos animais silvestres. O passeio, que custa apenas 60 reais, inclui transporte, monitores, professores de ioga, entrada para o parque e lanche de trilha.
As inscrições devem ser feitas no Espaço Girassol: rua Girassol, 602, Vila Madalena, tel. 11 3034-4449, contato@espacogirassol.com.br
Se vc for, depois conte sua experiência pra gente (história e fotos!)

Sob o Céu todo Estrelado
As estrelas, no céu muito límpido, brilhavam divinamente distantes.
Vinham de caniçada o aroma amolecendo dos jasmins.
E havia também, num canteiro perto, rosas que cheiravam a jambo.
Um vaga-lume abateu sobre as hortênsias e ali ficou luzindo misteriosamente
À parte as águas de um córrego contavam a eterna história sem começo nem fim.
Havia uma paz em tudo isso... (Era de resto o que dizia lá dentro o meigo adágiode Haydn.
Tudo isso era tão tranquilo... tão simples... E deverias dizer que foi o teu momento mais feliz (Manuel Bandeira, Petrópolis, 1921)

Os neurologistas e neuropsicólogos costumam dizer que aprender algo novo é um ótimo exercício para a memória. Vale qualquer coisa mesmo, desde que seja algo fora da rotina: um idioma, uma habilidade etc. Seguindo esta linha, uma vez, entrevistei uma moça que estava imersa no aprendizado do mandarim. Ela me contou que havia dias em que saia até com dor de cabeça da aula. Eu estou provando isso na prática --sem as dores de cabeça. Decidi aprender francês (desde sempre falo, além do português, claro, inglês). Não está sendo uma tarefa lá muito fácil, mas estou bem empolgada com a história. Meu francês ainda está "sofrível" mas percebo que a cada aula uma nova portinha se abre em minha mente. E acredito, ou melhor, espero, que ainda existam muitas portas e janelas a serem descobertas. E você? Anda aprendendo alguma nova habilidade? (Ana Holanda)

Cê, show de Caetano Veloso que estava em Sampa, no último final de semana, é maravilhoso. O artista se reinventa, convida uma banda de músicos jovens (aliás, amigos do filho Moreno) e faz um show de rock and roll. O palco roxo (assim como a capa do CD que leva o mesmo nome) é tão lindo que tira o fôlego. Fica vermelho quando ele canta "Odeio você!". É o poder das cores no mundo do entretenimento. Daniel, aqui da redação, já tinha visto e adorado, agora sou eu, fã de carteirinha de Cae, a babar. Se o show chegar na sua cidade, não perca!!! Mas se você está querendo ouvir o Caetano dos grandes hits e banquinho e violão, ouça um cd antigo, porque este encontro é do rock, guiado pela guitarra psicodélica de Pedro Sá e com luz estroboscópica! Tudo na vida! (Alda Palma)
Para conferir a agenda de show de Cê, entre no site oficial da turnê: www.caetanoveloso.com.br/ce

Um prazer que descobri recentemente é ir à Livraria da Vila, na Vila Madalena, às sextas-feiras à noite, e ficar me distraindo com livros diversos. Na última sexta, fiquei na seção infantil e descobri um mundo de contos fabulosos. Eu tinha acabado de assistir o filme A Dama na Água, do cineasta Night Shyamalan e queria ter mais daquela sensação: a de tentar ver as coisas como vêem as crianças. Acho que é diferente de infantilizar o sentimento; trata-se de "delicadelizá-lo", com o perdão do português. Então, com a ajuda de uma simpática vendedora que me serviu com sete histórias, sentei numa confortável poltrona da livraria e passei uma hora agradável lendo deliciosas histórias. Recomendo uma em especial: "Fico à Espera..." (editora CosacNaif). Embora classificado como livro infantil, encanta qualquer adulto. Ah! Bom lembrar que em algumas sextas, a Livraria da Vila também oferece Pocket Shows (totalmente de graça!). Programa legal. (Kátia Stringueto)
Livraria da Vila: Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo (SP)

Continuando com a fotografia... neste sábado, dia 5 de maio, o site Flickr está promovendo uma brincadeira divertida: cada membro da comunidade é convidado a passar o dia fotografando. E, depois, colocar a imagem no site. O site, então, irá postar as fotos dos internautas, indicando, num mapa, o lugar onde foram tiradas. Bacana, né? Para quem não sabe, o Flickr é um site que funciona como um álbum virtual. E isso virou uma grande comunidade ao redor do mundo porque você pode vizualizar fotos de alguém que mora no Japão, por exemplo. Para a brincadeira chamada 24 Hours of Flickr o link é www.flickr.com/groups/24flickr . A foto ao lado foi feita por mim, ano passado, em junho. Eu estava em Porto Alegre, na casa de amigos, que moram num apartamento com vista para o belo rio Guaiba. (Ana Holanda)

Dia 29 de Abril é uma data especial para quem gosta de fotografia artesanal. Comemora-se o Dia Mundial da Pinhole (Pin = agulha, hole = furo), sinônimo de câmera de orifício. É a câmera escura feita de lata de leite ou caixa de sapato com um furo de agulha em uma das extremidades e papel fotográfico em outra. Devidamente vedada, a câmera realmente funciona. Basta destampar o furinho (em geral tampado com uma fita isolante) e deixar a luz entrar, imprimindo no papel fotográfico dentro da caixa a imagem que está na sua frente. Eu já experimentei e nunca vou esquecer como é mágico ver a imagem se revelando no laboratório fotográfico. A foto que você vê ao lado foi feita assim. O maior barato é que, uma vez por ano, todos os fotógrafos que curtem Pinhole, de todas as partes do mundo, pegam sua câmera e vão fazer fotos para depois expor no site www.pinholeday.org. Você pode dar uma olhadinha. E quem sabe se convencer a fazer uma imagem também. (Kátia Stringueto)
A foto ao lado foi feita por nosso designer Daniel Motta
A suculenta ao lado é Darcy. A plantinha foi adotada por nossa editora de Arte, Giselle Barreto. Adotada, não... foi um presente da editora Ana Holanda. Aqui, a gente é assim: gosta de presentear, mesmo sem um motivo aparente. Gostoso, né?
Você também pode experimentar fazer isso: chegar em casa com uma flor e dar para alguém que gosta, um bombom, um livro...


Olha que mensagem simpática –com surpresa agradável—recebemos da leitora Carol Arêas. A foto, ao lado, é do ‘caderno’ que ela cita em seu texto.
"Nunca me esqueci da primeira vez em que uma Bons Fluidos caiu em minhas mãos.
Era medos de 2000, eu estava no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, embarcando pra São Paulo, e fui fazer hora na livraria local. Folheando as revistas, peguei a Bons Fluidos. No avião, devorei as matérias e nunca mais deixei de ter a revista.
Cerca de um ano depois, já grávida, decidi virar assinante. Interessante pois uma das primeiras edições que recebi em casa, trouxe uma matéria que mexeu comigo: Abundância é uma energia a seu dispor. E, o mais bacana, é que a página seguinte trazia a foto de um grupo de amigas (Entre amigas) e uma delas, Carol como eu, segurava o filho, um bebê lindo chamado Antônio, como meu filho que nasceria poucos meses depois.
Em julho eu e minha família vamos morar no Canadá. Nova vida, novas perspectivas, sigo trabalhando meu desapego. Já me organizando para a mudança, tenho que decidir o que realmente é essencial para começar esta nova etapa.
Olhei para os meus mais de 40 exemplares de Bons Fluidos e decidi que iria fazer nova triagem, desta vez, levando somente as páginas que contêm as matérias preferidas.
Folheando minhas preciosidades, fiz uma volta no tempo deliciosa. E resolvi montar um caderno com estas matérias. Separei fotos que eu mais gostava e fiz uma montagem para a capa do caderno. Ficou lindo demais.
Gostaria de repartir isso com esta redação maravilhosa da Bons Fluidos! Obrigada por tudo!"


A frase-título acima é do poeta Gentileza ou José Datrino, um carioca que, vestido de apóstolo, escrevia nas paredes do Viaduto do Caju, no Rio. As frases falavam sobre isso: gentileza. Hoje, no curto trajeto de casa para a redação, presenciei duas cenas de total falta de gentileza. Um homem jogou uma casa de banana na rua e, outro, uma embalagem enorme de bolacha. A gentileza está nisso: no cuidado que a gente tem com a cidade, com um desconhecido, e com cada um de nós. É, poeta Gentileza, estamos precisando de mais gentileza. Como diria a letra da música de Marisa Monte:
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
(Ana Holanda)

Na semana passada, o cantor francês Yann Tiersen esteve em São Paulo para uma visita bem rapidinha. Em dois dias de shows, no Sesc Vila Mariana, Yann apresentou as músicas de seu mais novo cd On Tour. Você pode até não conhecer Yann mas, com certeza, já ouviu suas músicas. Foi ele quem fez as deliciosas trilhas sonoras dos filmes O Fabuloso Destino de Amélie Poulan e também de Adeus Lênin.
Vale ouvir On Tour pela junção que Yann faz: rock com música clássica. Ele mistura instrumentos como violino, guitarra, baixo e outros. Uma graça só. Sobre o fato de ele unir tantos instrumentos, ele disse "quando crio, gosto de olhar ao redor e brincar com o que vejo. Fazer música é uma grande diversão". Fica aqui a dica...

Toda vez que quero falar com Deus, fecho os olhos e resgato em minhas memórias as imagens que mais me marcaram. Uma delas é a do pôr do sol no Jalapão, em Tocantins. O lugar é lindo, com uma natureza ainda intocada. Vi bandos de araras azuis livres, vi diferentes tons de terra, nadei em águas limpidas, chorei diante de uma bela cascata de água. O Jalapão foi uma viagem em direção ao coração.
E você, o que faz quando quer falar com Deus? (a foto ao lado foi feita lá, no Jalapão, numa tarde quente, seca e de um silêncio profundo) - Ana Holanda

Hoje, recebemos um delicioso email da Tatiana Bodra Karpavicius. Ela é leitora de Bons Fluidos. E a gente acha ótimo receber cartas e emails de vocês. Não só de elogios, claro. Mas de críticas também. Porque isso nos ajuda a fazer uma revista cada vez melhor, a perceber onde acertamos e onde erramos também. Obrigada, Tatiana. Adoramos suas palavras! Aí segue uma parte do email dela. Um jeito de dividir coisas boas. E tem as fotos (ao lado). Muito bacana!
"Sou assinante de Bons Fluidos e fiquei comovida com a edição de aniversário deste ano, com as fotos dos colunistas e equipe que faz a revista, quando crianças!!! Deu uma dimensão humana ainda maior para esta revista, o que, dentro do tema a que este veículo se propõe, tem tudo a ver! Ficou muito (MAIS) bonita...
Aproveito para mostrar pra vocês um pouquinho do que eu faço também: acabei de montar um atelier para transformar minha razão de viver em trabalho. (Sonho de "décadas", como disse uma amiga minha!) A foto em plano de fundo é um mensageiro dos ventos feito de canela, para decorar terraços, espero que gostem!
beijos

Rosa. Tem a flor, tem o nome próprio (bem bonito, aliás) e tem a cor, cor-de-rosa. E tem também aquele samba-choro, bem nostálgico, do Pixinguinha, que fala sobre ela, a Rosa. Aliás, ele foi regravado lindamente pela Marisa Monte, há alguns anos. Uma fofura só. E rosa foi nosso tema de matéria. E passar em fotos e palavras toda a doçura e fluidez do rosa não é lá muito fácil. Foi assim na sexta feira passada, quando parte de nossa equipe se reuniu para produzir a matéria do Rosa, que você vê na edição de maio de Bons Fluidos. Estavam lá produtoras (Camile e Sabrina), modelo (Gabriela), maquiadora (Isa), fotografo (Marco Antonio), nossa editora de arte (Luiza). Nossa idéia aqui é que você entre um pouco no nosso mundo, veja e perceba como são feitas as matérias e participe cada vez mais (a sala da casa usada para esta produção ficou uma bagunça só). Estamos abrindo as portas de nossa casa, o nosso jeito de fazer a revista. E este é um belo convite, daqueles que a gente aceita, toma um café e pára pra de um dedo de prosa.
Enquanto a matéria prontinha não vem, fique com as palavras de Pixinguinha
Tu és, divina e graciosa estátua majestosa
do amor, por Deus esculturada
e formada com o ardor,
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.
Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela,
teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu...

Hoje de manhã, vindo para a redação de Bons Fluidos, senti um delicioso cheiro conhecido: o de grama cortada. Olhei para o lado e lá estava o gramado de uma praça, todo aparado. Passei a infância vendo meu pai cortar grama no sítio que temos no interior de São Paulo. Quando ele terminava, a criançada estava liberada para correr e brincar no lugar. Era um delícia porque eram tardes regadas a muita risada. Época, aliás, em que a vida era bem menos complicada, fácil até. Enfim, grama cortada tem cheiro de infância. E isso isso me inunda de um sentimento bom, reconfortante mesmo. E a sua infância.... tem cheiro do quê?
(Ana Holanda)

"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar"
(Chico Buarque)
Aprender a seguir o ritmo da natureza e não aquele ditado pela ansiedade é uma lição e tanto. Então, que venha o Outono, quando as folhas caem na hora que tem que ser e, quando menos se espera, voltam a brotar. Um ciclo após o outro. No tempo que tem que ser.
Na semana passada, fui em uma consulta de astrologia vedica ou indiana (nas proximas edições você vai ver mais sobre isso na revista). A questão é que lá pelas tantas --e depois do astrólogo analisar meu próprio mapa--, ele virou e me perguntou: "o que mais você quer saber?". E daí o seguinte diálogo se seguiu:
- "O que mais você tem a me dizer?"
- "Posso te falar sobre muitas coisas, porque tudo está no mapa. A questão é que nem sempre estamos preparados para ouvir. As pessoas me procuram só para ouvir coisas boas e nem sempre estão prontas para ouvir as más notícias".
Diante disso, me calei. Eu, provavelmente, não estou preparada para ouvir o que de péssimo pode acontecer na minha vida. Isso, talvez, criasse mais expectativa do que solução. Prefiro acreditar que a tempestade virá e quando ela chegar vou estar pronta para enfrentar... no momento certo e no tempo que tem que ser. (Ana Holanda)

"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta". (Carl Gustav Jung - 1875 a 1961)
Olhar para dentro não é uma tarefa fácil, nem simples. É preciso uma boa dose de coragem e também de humildade. Quando invertemos o olhar e damos de cara com nossa alma, passamos a perceber a real dimensão das coisas. Provavelmente a mais importante delas: quem somos. Boa descoberta!
A imagem, ao lado, é de novo da Luiza Ruberti.

Blog? Sim, blog. Por que não? Foi assim, desse jeito, que decidimos fazer um Blog, um Blog da Redação Bons Fluidos. E esta é nossa proposta: mostrar um pouco mais de quem somos nós, o que pensamos, como sentimos e vemos o mundo. Exatamente por isso começamos, neste primeiro post, assim... começando.... com uma linda ilustração da nossa diretora de arte, a Luiza Ruberti. Essa imagem fala por si só. Mergulhe com a gente, de cabeça...
