
A arquiteta Cristina Lachica transformou
seu apartamento em Curitiba com a ajuda da milenar técnica
chinesa de harmonização de ambientes. Fez
de cada detalhe um caminho para chegar à tranqüilidade
da casa e de si mesma. |
FENG SHUI
Detalhes fazem a diferença
Desde a faculdade,
Cristina Lachica, 27 anos, acreditava que a energia do ambiente
é tão importante quanto o bom projeto de arquitetura.
Quando casou, há cinco anos, ela mudou para o apartamento
onde o marido já morava. Pouca coisa foi alterada nos
ambientes, até que o casal começou a pensar em
ter um bebê. “Sempre trabalhei em casa e meu escritório
teria de ser transformado num quarto de criança. Esse
foi o impulso para fazer a reforma e aplicar tudo que tinha
estudado a respeito do Feng Shui”, conta Cristina. Ela
cuidou de todos os espaços, ativando equilibradamente
as oito áreas do ba-guá – a figura que o
Feng Shui utiliza para relacionar os ambientes às várias
áreas de interesse da vida.
Deu atenção especial ao centro da casa, que cai
no corredor, onde está o símbolo do tao, que representa
a união das forças masculinas e femininas, que
são opostas e complementares. “Não priorizei
uma área. Quis harmonia em todos os espaços. Naturalmente,
sou perfeccionista e minuciosa. Portanto, dei toda atenção
aos detalhes. Por exemplo, em cada área usei maçanetas
e puxadores diferentes, de materiais e formas correspondentes
aos guás, assim como manda a tradição chinesa”,
conta ela, e completa: “O projeto de ter o bebê
foi adiado, mas ficou ainda mais gostoso viver aqui depois de
todas essas mudanças”.
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Guá
da família |
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Guá do trabalho |
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Centro da casa |
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Guá dos relacionamentos |
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Como ela aplicou o ba-guá |
REPORTAGEM: LILIANE ORAGGIO
FOTOS: ARISTIDES NETO
Maio 2003
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