Fé nos números
Apaixonada por numerologia, a publicitária Marta Cardoso usa a energia dos algarismos para atrair alegria, amor e prosperidade. Nas questões da fé, em sua casa também não entra preconceito, só o que há de mais belo e positivo entre os ensinamentos de todas as religiões.
TEXTO: WILSON F. D. WEIGL
FOTOS: CÉLIA MARI WEISS
Cabem muitas crenças na casa – e no coração – da publicitária Marta Cardoso, 37 anos. Tudo o que contribui para trazer bemestar e felicidade para sua vida e a do filho, Valentim, 4 anos, é bem-vindo. Com uma sabedoria quase instintiva, ela integra no dia-a-dia elementos das diferentes doutrinas, religiosas ou espiritualistas, como muita gente tem feito. “Todos queremos evocar energias superiores, e elas não estão em um só deus ou numa só religião”, explica Marta.
Com essa filosofia, ela concilia os estudos de numerologia (a ciência dos algarismos), as consultas ao tarô e a reverência aos santos católicos e às divindades do budismo, do hinduísmo e do candomblé. “Como sou baiana, o sincretismo religioso faz parte de minha natureza. Gostar de missa e terreiro é normal”, afirma.
Profissional bem-sucedida, é diretora de criação e sócia de uma agência de design gráfico em São Paulo, chamada Pande (que em tupi-guarani quer dizer “todos nós”). Marta trabalha em média dez horas por dia e, por isso, faz da casa seu refúgio: “Tirei duas semanas de férias e nem viajei só para experimentar o cotidiano doméstico de um jeito que normalmente não faço. Curtindo cada refeição com o Valentim, por exemplo”.
Em um dos quartos, ela pratica meditação e ioga, acende velas e incensos e guarda os livros de estudos esotéricos, que adora. No altar, homenageia várias religiões, colocando lado a lado imagens de Buda, do deus hindu Ganesha, de santo Antônio, Nossa Senhora e Iemanjá, entre outras. Sobre a mesa, há também um sino do budismo tibetano.
“Sou católica por formação, estudei em colégio de freiras, mas hoje me considero uma espírita e budista. Me inclino mais para o budismo – para mim, a religião que melhor aceita as outras, mas costumo tomar passe em centro espírita e acredito que, em nossa volta, circulam espíritos do bem”, diz Marta.
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