Complementares e bem-vindas
A medicina tradicional, cada vez mais especializada e voltada para tratar doenças, deixa espaço para o reflorescimento de terapias abrangentes – como acupuntura, fitoterapia e homeopatia –, que também cuidam das dores e ainda das emoções das pessoas.
TEXTO:ANA HOLANDA
REPORTAGEM FOTOGRÁFICA: CAMILE COMANDINI
FOTOS: EDUARDO DELFIM
A acupuntura na crise de coluna, chá de camomila para a tensão e a homeopatia para o alívio da rinite já entraram na rotina de muita gente. Só que há uma novidade: desde maio, as três formas de tratamento, mais o termalismo (uma terapia baseada na utilização de águas minerais), passaram a ser classificadas como terapias oficiais dentro dos hospitais e centros de saúde públicos. O Ministério da Saúde aprovou na Portaria 971 o uso da acupuntura, da homeopatia, da fitoterapia e do termalismo nos hospitais do Sistema Único de Saúde, o SUS.
A iniciativa segue a orientação da Organização Mundial da Saúde. Em 2005, a entidade emitiu um documento intitulado Estratégias da OMS sobre Medicina Complementar/Alternativa. Mais do que dar crédito a esses recursos terapêuticos, o que a OMS está dizendo é que a associação deles com a medicina convencional é um caminho para o desenvolvimento do bem-estar físico, mental e social – desde que respeitados os itens segurança, eficácia e qualidade dos métodos.
Na prática, no Brasil o sistema público de saúde vai contar com mais essa opção de tratamento que prega a proximidade entre o médico e o paciente. Aí está o primeiro medicamento: a relação humana. O terapeuta entra não só com seu conhecimento técnico mas também com suas palavras, suas atitudes, seu afeto. Em suma, algo tão simples e tão essencial como uma boa escuta e conversa está voltando ao consultório.
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