Cabeça e cauda do dragão
De onde viemos, e para onde vamos
Os astrólogos são conclusivos: o mapa astral de uma pessoa mostra suas qualidades e seus talentos, assim como os pontos que precisam ser trabalhados nas atitudes e no caráter. Esses estudiosos vão longe e são capazes de ler as influências trazidas de vidas passadas e os caminhos para superar bloqueios.
TEXTO: CACILDA GUERRA
ILUSTRAÇÕES: NIK
Ao interpretar uma carta astrológica, os especialistas levam em conta, além de Sol, Lua e planetas como Vênus, Marte e Saturno, dois elementos que influenciam fortemente a personalidade: os nódulos lunares. Eles não são corpos celestes, mas pontos imaginários localizados no espaço, no cruzamento da órbita descrita pela Lua em sua caminhada em torno da Terra e a desta em volta do Sol.
A astrologia ocidental estuda os nódulos desde os anos 1930, mas seus fundamentos estão nos primórdios da astrologia hindu, em que o nódulo norte (rahu) é chamado de Cabeça do Dragão, e o sul (ketu), de Cauda do Dragão. Esses nomes têm origem na lenda que explicava os eclipses do Sol: um dragão celeste engolia o astro e se dividia em duas partes – cabeça e cauda.
Mesmo no enfoque ocidental, a interpretação dos nódulos lunares tem ligação com um princípio comum às religiões orientais, o carma, segundo o qual o espírito reencarna sucessivamente, buscando o aperfeiçoamento, até a união final com o divino. Cabeça e Cauda do Dragão funcionam como dois pólos, um enraizado no passado e o outro apontando para o futuro.
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