O que atrai um jovem para a vida religiosa

NO JUDAÍSMO
Aos 27 anos, o psicólogo Uri Lam decidiu seguir o rabinato. A escolha aconteceu quando estudava mestrado em filosofia na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e foi convidado para trabalhar na sinagoga. Lá, ele se aproximou mais da comunidade judaica e percebeu que ser rabino concretizava seu desejo de ajudar o outro e espalhar os conceitos espirituais, tão caros para ele. Foram 11 anos até ir para o seminário rabínico. Explica-se: quem paga essa for mação é a comunidade. Uri é membro da Congregação Israelita Paulista (CIP), que possui uma linha de pensamento religioso conservadora. Nela, não há no Brasil seminários rabínicos – o mais próximo fica na Argentina. E somente este ano ele conseguiu o aval da CIP para seguir em frente.
Por que não desistiu? Uri conta que, quanto mais se envolvia com o trabalho da sinagoga, mais tinha certeza de sua decisão. Conviver com as pessoas da comunidade era o que mais o encantava. Hoje, ele está no Seminário Rabínico Latino-Americano Marshall T. Meyer, em Buenos Aires. E para os que pretendem seguir o mesmo caminho, vale saber que Uri Lam mantém um blog sobre a rotina de estudos e práticas. Esse foi o jeito que encontrou para continuar a se sentir próximo dos que, como ele, acreditam nessa via espiritual.





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