Roda da vida
Faça o seu jogo
A Roda é dividida em 11 áreas primárias, que constituem o grupo de necessidades comuns a praticamente todas nós. Cada divisão representa um aspecto de nossa existência: espiritual, emocional, física, intelectual, financeira, profissional, lazer, relacionamento íntimo, relacionamento social, relacionamento familiar e comprometimento com o meio ambiente.
O jogo começa com um exercício de reflexão baseado na pergunta “Quem sou eu?”. Pense no assunto e, com alguns conceitos sobre si mesma em mente, passe para a primeira etapa: observe uma a uma cada divisão (na figura, elas lembram fatias de pizza), atribuindo nota de 0 a 10, dependendo do grau de satisfação que sente naquele aspecto de sua vida. Pinte com lápis de cor, em cada fatia, as faixas — começando da faixa 1 — até atingir a nota que você daria a seu desempenho naquele aspecto.
Antes de analisar o resultado, faça um segundo exercício, perguntando-se “Onde estou?”. A Roda colorida sintetiza seu olhar sobre a vida. É um retrato de seu momento e de como você está administrando a multiplicidade de papéis que lhe cabe — essa informação é decisiva no seu autoconhecimento e uma base segura para orientar suas decisões. Avalie se a cor está distribuída de forma homogênea por todas as áreas e se ela cobre um bom volume de cada fatia. Porém, pouca cor e manchas irregulares — mostrando que você anda infeliz com vários aspectos de sua vida — não devem desanimá-la. Encare esse quadro como oportunidade de grandes mudanças.
O retrato que a Roda lhe oferece não traz respostas, apenas aponta eventuais desequilíbrios para orientar mudanças em cada setor, visando tornar o dia-a-dia mais coerente com seus desejos. Com o desenho colorido em mãos, trace um plano. “A diferença entre um sonho e uma meta está na data. Quando estabelecemos metas, fazemos acontecer”, afirma Alfaya, que só acredita em mudança com planejamento. E o segredo de um bom planejamento, ensina o consultor, está em responder a três perguntas: o que eu quero? Por que eu quero? Como faço para chegar lá? Assim, pode-se estabelecer metas objetivas e detalhadas.
“Depois de colorir a Roda, você vai ter um retrato da sua atitude de vida em vários aspectos”
André Alfaya
Hora da virada
Prazos têm de ser possíveis para não gerar frustração. Por exemplo, se a Roda mostrar que você está insatisfeita com a sua formação intelectual, não se proponha apenas a estudar. Procure identificar os temas que deseja aprofundar, o motivo que a leva a buscar esse conhecimento, que cursos, livros e mestres podem orientá-la e quanto tempo precisa para dominar o assunto.
Não queira mudar tudo da noite para o dia. É hora de estabelecer prioridades. Trabalhe um aspecto por vez, começando pelo que pode repercutir sobre outras áreas, o que necessariamente não corresponde ao ponto com que você está insatisfeita. Vamos supor que se sinta desmotivada no trabalho. A melhor estratégia pode não ser atuar sobre esse setor. Se a situação for provocada por um descuido com a saúde física, por exemplo noites de insônia, aí pode estar a causa e é essa área que merece investigação. É importante, portanto, fazer associações entre as diversas fatias da Roda. Antes de pegar o lápis para colorir sua Roda, um último conselho de Wong: balanceamento perfeito não existe, e os eventuais desvios do ideal fazem parte do fluxo da vida. Eles nos permitem vivenciar experiências fundamentais no processo de desenvolvimento pessoal.